Boletim Semanal | nº 628 | 09/04/2020

As respostas lentas do Estado frente à ameaça do coronavírus nas periferias brasileiras

Não é verdade que a crise atual é democrática, ao colocar todos, ricos e pobres em risco. Estudos sobre os impactos da pandemia na China mostraram que o coronavírus é duas vezes mais mortal nos setores mais pobres. Além disso, são esses os que sofrem mais diretamente os impactos da crise econômica associada à pandemia. Quais caminhos e iniciativas que já vêm sendo traçadas para redução desses impactos nos distintos territórios brasileiros? Ao se analisar as medidas institucionais sinalizadas pelo poder público, percebe-se que há uma lacuna entre o momento da implementação (e a maioria delas ainda não ocorreu) e a urgência de algumas necessidades básicas como alimentação, higiene e moradia. Quem tem fome, tem pressa.

Porto Alegre e a pandemia: moradia e direito à vida nos territórios da metrópole

A capital gaúcha vem concentrando mais de 60% dos casos confirmados de coronavírus do estado. Número que sobe para 73% considerando os demais municípios da Região Metropolitana. Em manifesto, o Observatório das Metrópoles Núcleo Porto Alegre chama a atenção das autoridades e denuncia ações contra os direitos humanos e sociais das populações vulneráveis, tal como as remoções, despejos, ausência de serviços sanitários básicos e de programas de saúde preventivos. O documento destaca a necessidade de assistência às populações mais fragilizadas, às Áreas Especiais de Interesse Social (AEIS) e aos territórios da periferia, assim como aos municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, a qual concentra cerca de 40% da população do estado.
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